Balança comercial brasileira atinge superávit de US$ 7,1 bilhões em julho
A balança comercial brasileira apresentou um desempenho robusto no mês de julho, consolidando um superávit de US$ 7,1 bilhões. O resultado é fruto de um volume de exportações que alcançou US$ 34,11 bilhões, frente a um montante de US$ 27,05 bilhões em importações. Com esses números, o saldo positivo acumulado ao longo de 2026 chega a US$ 49,03 bilhões.
O dado, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), demonstra uma resiliência do setor externo. Em comparação ao mesmo período de 2025, quando o superávit foi de US$ 7 bilhões, o cenário atual reflete um crescimento de 1% nas trocas comerciais do país.
Desempenho setorial impulsiona as exportações
O crescimento das exportações em julho foi disseminado entre os três principais pilares da economia. A agropecuária registrou alta de US$ 0,67 bilhão, equivalente a 9,3%, enquanto a indústria de transformação avançou US$ 0,42 bilhão, ou 2,4%. O setor de indústria extrativa liderou em termos proporcionais, com um aumento de US$ 0,81 bilhão, representando uma expansão de 10,8%.
Dentro da agropecuária, a soja e o algodão em bruto foram os grandes protagonistas, com crescimentos de 17,4% e 27,2%, respectivamente. Já na indústria de transformação, o destaque ficou por conta dos óleos combustíveis de petróleo, que subiram 63%, além das gorduras e óleos vegetais, com expressiva alta de 149,5%, e o ouro, que registrou valorização de 38,1%.
Dinâmica das importações e bens estrangeiros
No campo das importações, o comportamento foi heterogêneo entre os setores. A agropecuária foi a única área a registrar retração, com queda de 4,1%. Em contrapartida, a indústria extrativa apresentou um crescimento de 31,4%, enquanto a indústria de transformação teve alta de 6,9% nas compras de bens estrangeiros.
Entre os itens importados pela indústria de transformação, os óleos combustíveis de petróleo ou minerais betuminosos tiveram aumento de 31,4%. Um dado que chama a atenção é a importação de máquinas de processamento automático de dados, que disparou 216,7% no período, evidenciando uma demanda aquecida por tecnologia e equipamentos industriais.
Tendências do acumulado anual
Ao analisar o desempenho consolidado de 2026 até julho, o cenário aponta para uma trajetória de crescimento consistente. Todos os setores exportadores registraram números superiores aos observados no mesmo intervalo do ano anterior. A indústria extrativa lidera com alta de 21,3%, seguida pela agropecuária com 9,2% e pela indústria de transformação com 6,3%.
Quanto às importações no acumulado do ano, o setor agropecuário acumula queda de 14,7%. Por outro lado, a indústria extrativa e a de transformação mantêm a tendência de alta, com crescimentos respectivos de 3,3% e 6,1%. Esses indicadores reforçam a complexidade da balança comercial brasileira diante das oscilações do mercado global.
Fonte: cnnbrasil.com.br
