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Eleição 2026: PL do Rio busca replicar estratégia Witzel para segundo turno contra Paes

Em um movimento estratégico visando as eleições de 2026, lideranças do Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro estão defendendo a adoção de uma tática eleitoral que remete à campanha vitoriosa do ex-governador Wilson Witzel em 2018. O objetivo central é confrontar o atual prefeito Eduardo Paes (PSD) e forçar uma disputa em segundo turno, buscando capitalizar sobre percepções de um “teto” eleitoral do adversário.

A proposta surge em meio a projeções para o próximo pleito ao Palácio Guanabara, com o PL apostando em um roteiro que já demonstrou eficácia no cenário político fluminense. A análise interna do partido sugere que a repetição de um modelo bem-sucedido pode ser a chave para superar um oponente considerado forte e com alta visibilidade.

A ascensão inesperada de Witzel em 2018 e seu legado

A estratégia que o PL do Rio pretende emular foi protagonizada por Wilson Witzel nas eleições de 2018. Naquele ano, Witzel, então um ex-juiz com pouca projeção política, iniciou a corrida eleitoral com índices de intenção de voto próximos a 2% nas pesquisas.

Sua ascensão meteórica culminou em uma vitória expressiva no segundo turno, alcançando cerca de 59% dos votos e derrotando Eduardo Paes, que liderava as pesquisas na fase inicial da disputa. O sucesso de Witzel foi amplamente atribuído à sua capacidade de associar sua imagem à popularidade do então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, do PSL, conseguindo assim angariar apoio e impulsionar sua campanha.

PL do Rio e o plano para as eleições de 2026

Para as eleições de 2026, os caciques do PL defendem que o deputado estadual Douglas Ruas, atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e pré-candidato ao governo do Estado, adote uma abordagem similar à de Witzel. A ideia é construir uma campanha que consiga levar a disputa para o segundo turno, onde, segundo a avaliação do partido, as chances de vitória seriam maiores.

Aliados de Ruas explicam que a estratégia visa explorar o que consideram ser um “teto” eleitoral de Paes, especialmente em regiões do interior do estado, onde sua rejeição poderia ser um fator decisivo em um confronto direto. A crença é que, em um cenário de segundo turno, a polarização e a capacidade de mobilização de novas bases eleitorais poderiam favorecer o candidato do PL.

O papel de Anthony Garotinho na disputa eleitoral

Nesse contexto, a possível participação do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa é vista com otimismo pelos aliados de Douglas Ruas. Há uma torcida para que a Justiça Eleitoral não impeça a candidatura de Garotinho, que já enfrentou questões relacionadas à sua elegibilidade.

A leitura dos líderes do PL fluminense é que a presença de Garotinho no pleito poderia fragmentar o eleitorado e dificultar uma vitória de Eduardo Paes no primeiro turno. Essa divisão de votos seria crucial para abrir caminho para um segundo turno, dando uma “sobrevida” à campanha de Douglas Ruas e aumentando suas perspectivas de sucesso na eleição.

A dinâmica política do Rio de Janeiro, marcada por reviravoltas e alianças estratégicas, promete um cenário eleitoral complexo e disputado em 2026, com o PL buscando redefinir o jogo a partir de lições do passado recente.

Fonte: metropoles.com

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