Ataques iranianos: Irã detalha supostas perdas significativas de radares e aeronaves dos EUA
O porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), general Hossein Mohebbi, fez uma declaração contundente no sábado, 25 de julho de 2026, ao afirmar que ataques iranianos resultaram na destruição de radares, sistemas militares e aeronaves dos Estados Unidos na região. Segundo o general, as operações conduzidas pelo Irã causaram “perdas significativas” às forças norte-americanas, intensificando as tensões já elevadas no cenário geopolítico.
As declarações de Mohebbi foram concedidas em uma entrevista detalhada à agência estatal iraniana Tasnim. Ele se referiu a uma série de ataques que teriam ocorrido entre 6 e 22 de julho de 2026, apresentando um balanço pormenorizado dos equipamentos que, segundo sua versão, foram atingidos durante este período de confrontos. As informações, embora não confirmadas por fontes independentes, oferecem um vislumbre da narrativa iraniana sobre os recentes incidentes.
Balanço iraniano sobre sistemas de defesa e radares atingidos
O general Hossein Mohebbi detalhou que os ataques iranianos visaram e destruíram uma série de infraestruturas críticas de defesa. Entre os alvos, ele mencionou a aniquilação de 7 centros de comando e controle, essenciais para a coordenação de operações militares. Além disso, 3 sistemas de comunicação via satélite teriam sido comprometidos, impactando a capacidade de comunicação das forças adversárias.
No setor de defesa aérea, o porta-voz do IRGC afirmou que 6 radares do sistema de defesa Patriot foram destruídos. Segundo Mohebbi, esses equipamentos ficaram inoperantes, perdendo a capacidade de interceptar mísseis e drones iranianos que teriam sido empregados nas operações. A lista de alvos incluía também radares de controle aéreo e marítimo, sistemas de alerta antecipado, radares de defesa antimíssil e outros equipamentos de monitoramento de longo alcance, indicando uma ampla gama de capacidades militares afetadas.
Infraestrutura militar e aeronaves alvo dos ataques
Ainda de acordo com o general Mohebbi, a infraestrutura militar dos Estados Unidos na região sofreu danos consideráveis. Os ataques teriam atingido centros de manutenção dedicados a caças e helicópteros, além de estruturas de apoio logístico vitais para as operações. Depósitos de combustível, armas e peças de reposição para navios e aeronaves também estariam entre os alvos atingidos, comprometendo a capacidade de sustentação das forças.
O porta-voz do IRGC listou a destruição de hangares específicos, incluindo aqueles destinados a drones MQ-9, instalações de preparação para caças F-15 e hangares para aeronaves P-8. Plataformas de mísseis Himars, complexos de defesa Patriot e centros de comunicação e inteligência também foram declarados como destruídos. Estas alegações sugerem uma campanha direcionada a ativos estratégicos.
No que tange aos equipamentos aéreos, Mohebbi afirmou que 11 aeronaves e helicópteros foram destruídos em solo, juntamente com 17 drones de reconhecimento e de operações militares. A lista específica de aeronaves inclui um caça F-15, uma aeronave P-8, um avião de transporte C-17 e aviões-tanque de reabastecimento. O balanço iraniano também mencionou ataques a instalações de inteligência, incluindo um centro de processamento de dados que seria ligado à Amazon, além de depósitos, abrigos de caças e estruturas de lançamento.
Rejeição iraniana a proposta de cessar-fogo dos EUA
Em um desenvolvimento relacionado, o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos na quinta-feira, 23 de julho de 2026. A oferta, feita pelo presidente norte-americano Donald Trump, foi transmitida por meio do primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, conforme relatado por autoridades iranianas e iraquianas ao jornal The New York Times. Este episódio sublinha a complexidade e a falta de progresso nas negociações entre as duas nações.
Os detalhes específicos da proposta de cessar-fogo não foram divulgados publicamente. No entanto, autoridades iranianas indicaram ao jornal que o governo não demonstrou interesse em um acordo temporário que não abordasse a questão fundamental do controle do estreito de Ormuz. Este estreito é uma rota marítima estratégica de extrema importância para o transporte global de petróleo, e seu controle é um ponto central de discórdia e tensão na região, influenciando diretamente as decisões políticas e militares do Irã.
Fonte: poder360.com.br
