Vereadora Benny Briolly relata emboscada e temor pela vida em visita a aldeia no RJ
A ativista e vereadora de Niterói (RJ), Benny Briolly, denunciou ter sido alvo de uma emboscada recentemente, durante uma visita à Aldeia Rio Pequeno, localizada em Paraty (RJ). O incidente gerou momentos de grande tensão, forçando a parlamentar e sua equipe a deixar a área de forma abrupta devido às ameaças percebidas. A vereadora expressou o profundo impacto do ocorrido, afirmando ter temido pela própria vida.
O episódio destaca a vulnerabilidade enfrentada por figuras públicas, especialmente aquelas engajadas em pautas sociais e políticas sensíveis. Benny Briolly, que é pré-candidata a deputada federal pelo PT, estava em agenda para conhecer a rotina da comunidade indígena, acompanhada da cacique Neusa Guarani, uma liderança local.
A dinâmica da emboscada e a fuga emergencial
A vereadora detalhou a sequência dos acontecimentos que levaram à situação de perigo. Segundo seu relato, enquanto cumpria a agenda na Aldeia Rio Pequeno, dois veículos se aproximaram e bloquearam o carro de seu motorista. Em seguida, um terceiro carro surgiu, e a equipe foi instruída a sair do local imediatamente, sob ameaças.
Diante do cenário de risco iminente, Benny Briolly e sua comitiva buscaram refúgio na residência da cacique Neusa Guarani, onde permaneceram retidos por um período. A necessidade de uma retirada às pressas da área sublinhou a gravidade da situação, transformando o que seria uma visita institucional em um episódio de perseguição e ameaça à segurança pessoal.
Histórico de ameaças e o impacto psicológico
Benny Briolly afirmou que, embora seja alvo frequente de ameaças em sua atuação política e ativista, esta foi a primeira vez que vivenciou uma perseguição direta e física. A experiência, descrita como “horrível”, deixou a vereadora em estado de choque, levando-a a acreditar que sua vida estava em risco. A declaração “Achei que eu ia morrer” reflete a intensidade do medo e da vulnerabilidade sentida no momento, evidenciando a seriedade do ocorrido.
O incidente em Paraty adiciona uma nova camada de preocupação ao já complexo panorama de segurança de representantes políticos e ativistas no Brasil. A recorrência de ameaças contra a vereadora, agora culminando em uma emboscada, ressalta a importância de investigações aprofundadas e medidas de proteção eficazes para garantir a integridade de quem atua na vida pública e defende pautas importantes para a sociedade.
A ativista Benny Briolly tem um histórico de engajamento em causas sociais e de direitos humanos, o que a coloca frequentemente em posições de visibilidade e, por vezes, de confronto. Este recente episódio reforça a urgência de um debate mais amplo sobre a segurança de parlamentares e lideranças comunitárias, especialmente em contextos de polarização e violência política que podem escalar para atos de intimidação e agressão física.
Leia a íntegra da coluna original sobre o caso.
Fonte: metropoles.com
