Empresário da Naskar admite transferir 49 empresas para nome da avó de 77 anos
O comprador da fintech Naskar Gestão de Ativos Ltda., Douglas Silva Oliveira, de 26 anos, admitiu ter transferido a propriedade da instituição para o nome de sua avó, Célia de Fátima Ferreira, de 77 anos. A revelação veio à tona após questionamentos de um dos milhares de clientes que aguardam o recebimento de seus valores. Douglas afirmou que essa prática é recorrente em suas operações, estendendo-se a um total de 49 empresas sob seu controle.
A admissão de Douglas Silva Oliveira levanta questões sobre a estrutura de propriedade e a responsabilidade legal das empresas que ele adquire ou funda. A transferência de ativos para um familiar idoso, especialmente em um contexto onde clientes buscam reaver investimentos, adiciona uma camada de complexidade à situação da Naskar e de outras companhias ligadas ao empresário.
A confissão sobre a prática de transferência de empresas
A prática de transferir a titularidade de empresas foi confirmada por Douglas Silva Oliveira em resposta a um cliente da Naskar. O questionamento específico sobre a fintech, que havia sido passada para o nome de sua avó, levou o empresário a declarar abertamente que “faço isso com toda empresa minha”. Ele ainda complementou a afirmação, revelando que possui 49 empresas e que todas seguem o mesmo padrão de transferência patrimonial.
Essa estratégia de gestão de ativos, que envolve a alteração da titularidade formal das empresas, é um ponto central na controvérsia. A idade da avó, Célia de Fátima Ferreira, de 77 anos, para quem a Naskar e outras companhias foram transferidas, também é um fator que chama a atenção no cenário.
Cronologia da Naskar e a mudança de controle
A transferência integral da Naskar para Célia de Fátima Ferreira ocorreu um mês após Douglas Silva Oliveira ter anunciado a aquisição da fintech. Naquele período, o empresário havia assegurado publicamente que permanecia como o principal responsável pela Naskar. Ele detalhou que, embora houvesse uma mudança na diretoria, a controladoria da empresa continuava sob sua gestão direta.
Essa declaração anterior contrasta com a posterior admissão da transferência de propriedade para sua avó. A sequência dos acontecimentos indica uma dinâmica complexa na gestão e no controle das empresas envolvidas, gerando dúvidas sobre a real estrutura de governança e quem detém a responsabilidade final pelas operações.
Impacto para os clientes e a responsabilidade declarada
A situação da Naskar é de particular interesse para cerca de 3 mil clientes que aguardam o recebimento de seus próprios recursos. A admissão da transferência de empresas para o nome da avó de Douglas Silva Oliveira ocorre em um momento de incerteza para esses investidores, que buscam respostas e soluções para a recuperação de seus valores.
Apesar da mudança formal de titularidade, a declaração de Douglas de que a controladoria da Naskar seguia sendo sua, mesmo após a transferência, sugere uma manutenção de influência e poder de decisão. Este cenário complexo exige clareza para os clientes e para o mercado sobre as responsabilidades e o futuro dos ativos.
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Fonte: metropoles.com
