Eleições nos EUA: governo Trump pede revisão de cadastros eleitorais em quatro estados
O governo do presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) solicitou, em 17 de julho de 2026, que autoridades eleitorais de quatro estados realizem uma checagem minuciosa em seus cadastros. O objetivo é identificar e remover pessoas que não possuem cidadania dos Estados Unidos e que, supostamente, estariam registradas para votar.
A iniciativa, liderada pelo secretário do DHS (Departamento de Segurança Interna), Markwayne Mullin, foi formalizada por meio de cartas enviadas aos secretários de Estado da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia. A medida visa, segundo o governo, a integridade do processo eleitoral.
Solicitação do DHS para auditoria eleitoral
Em sua comunicação, o secretário Markwayne Mullin pediu a colaboração dos estados para a realização da auditoria. O DHS afirmou ter identificado aproximadamente 250 mil possíveis não-cidadãos registrados ilegalmente como votantes nos quatro estados mencionados. Contudo, os métodos e dados específicos utilizados para chegar a esse número não foram detalhados publicamente.
A distribuição dos registros supostamente irregulares, conforme o órgão, é a seguinte:
- 190.832 não-cidadãos na Califórnia.
- 35.152 não-cidadãos em Nova Jersey.
- 15.903 não-cidadãos em Nevada.
- 14.576 não-cidadãos na Pensilvânia.
A solicitação exige que os secretários de Estado respondam em até duas semanas, indicando sua intenção de colaborar com o DHS para, nas palavras do departamento, “garantir eleições livres, justas e honestas”.
Contexto das alegações de fraude eleitoral
O pedido de checagem dos cadastros eleitorais surge um dia após um pronunciamento do presidente Trump em rede nacional. Nesse discurso, o republicano abordou teorias de fraudes eleitorais no país, reiterando acusações de que a China teria interferido na votação de 2020. A China, por sua vez, negou veementemente tais alegações.
Historicamente, Donald Trump tem levantado dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral norte-americano, acusando as eleições de serem fraudadas em diversas ocasiões. No entanto, o presidente não apresentou evidências concretas que comprovem essas alegações de fraude generalizada.
Implicações e próximos passos da medida
A solicitação do DHS adiciona uma nova camada ao debate sobre a segurança e a legitimidade das eleições nos Estados Unidos. A identificação e remoção de eleitores não-cidadãos dos registros é um tema sensível, que pode gerar discussões sobre direitos civis, processos de verificação e a autonomia dos estados na gestão de suas votações.
A colaboração dos estados envolvidos será crucial para o andamento da iniciativa. A resposta dos secretários da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia nos próximos dias definirá os próximos passos dessa auditoria e o impacto potencial nas futuras eleições americanas.
Fonte: poder360.com.br
