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Deputado Lindbergh Farias aciona STF após ser acusado de forjar denúncia de estupro

O cenário político brasileiro é novamente palco de uma intensa controvérsia, com o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) no centro de uma grave acusação. Ele foi apontado pelo comerciante Luiz Antônio Lopes como o responsável por orquestrar uma denúncia falsa de estupro contra Alfredo Gaspar (PL-AL), que atualmente figura como candidato à vice-presidência em uma chapa relevante. Em resposta às alegações, o parlamentar petista negou veementemente as acusações e, em um movimento estratégico, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda-feira (10) com um pedido de anulação da investigação em curso.

O caso em questão remonta a uma apuração de violência sexual contra o deputado Alfredo Gaspar, que supostamente teria tido um filho com uma jovem menor de idade. A complexidade da situação se aprofunda com a defesa de Lindbergh, que busca invalidar o processo, argumentando que a investigação carece de legitimidade e viola princípios fundamentais do devido processo legal.

Detalhes da suposta armação e o depoimento do comerciante

A trama por trás da acusação de estupro ganhou novos contornos em abril, quando Luiz Antônio Lopes prestou depoimento à Polícia Legislativa Federal. Segundo Lopes, ele teria participado de uma elaborada armação, motivada por uma promessa de pagamento, com o objetivo de incriminar Alfredo Gaspar. O comerciante detalhou que observou a presença de uma jovem nas proximidades de seu local de trabalho, acompanhada em uma ocasião por uma jornalista e um assessor parlamentar identificado apenas como Lucas.

No depoimento, ao qual a CNN Brasil teve acesso, Luiz Antônio afirmou que a jovem havia sido “preparada para conceder entrevista sob identidade falsa” para acusar um político de estupro de vulnerável e de ser o pai de seu filho. Ele também alegou que a jovem receberia valores entre R$ 2.000 e R$ 4.000 de Lucas para sustentar a narrativa. A denúncia de Lopes ainda menciona que a jovem teria cobrado o deputado Lindbergh em uma reunião virtual, adicionando uma camada de complexidade à suposta conspiração. A reportagem verificou que não há, atualmente, ninguém no gabinete de Lindbergh com o nome Lucas.

A defesa de Lindbergh Farias e a ação no Supremo Tribunal Federal

Diante das graves acusações de Luiz Antônio Lopes, o deputado Lindbergh Farias adotou uma postura de negação e contra-ataque legal. Em seu pedido ao STF, o parlamentar classificou o depoimento de Lopes à polícia como falso e ressaltou que não foi ouvido durante o processo investigatório. A defesa de Lindbergh argumenta que a investigação possui um “caráter inquisitivo e a produção deliberada e unilateral de acervo incriminatório contra parlamentar federal, por órgão sem atribuição, à revelia de qualquer controle, configura aberração jurídica que viola o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”.

O documento, encaminhado ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, busca a anulação da investigação, alegando que a condução do processo desrespeita as garantias constitucionais de um parlamentar. Além das vias legais, Lindbergh Farias utilizou suas redes sociais para se manifestar publicamente, acusando Luiz Antônio de ser um “perseguidor contumaz” e prometendo que “a turma que forjou essa picaretagem vai ter que responder à Justiça”.

O contexto da acusação inicial na CPMI do INSS

A suspeita de estupro contra o deputado Alfredo Gaspar veio à tona publicamente em 28 de março, durante os trabalhos da CPMI do INSS. Foi nesse contexto que Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) levantaram a informação, colocando o tema em destaque no debate legislativo. Na época, Gaspar exercia a função de relator da comissão, o que adicionou uma dimensão particular à acusação.

Desde o início, Alfredo Gaspar tem se posicionado como vítima de uma acusação caluniosa, refutando as alegações de violência sexual. A menção de uma criança, que seria filha do parlamentar, também foi parte da acusação inicial, intensificando a gravidade e a sensibilidade do caso. A controvérsia na CPMI do INSS marcou o ponto de partida para a complexa sequência de eventos que se desenrola agora.

Repercussões políticas e desdobramentos do caso

A acusação de forjar uma denúncia de estupro, somada à ação no STF, projeta sombras sobre a imagem dos envolvidos e adiciona um elemento de instabilidade ao cenário político. A posição de Alfredo Gaspar como candidato à vice-presidência em uma chapa de destaque torna o caso ainda mais sensível, com potencial para influenciar a percepção pública e o andamento das campanhas.

Até o momento desta publicação, a equipe de Alfredo Gaspar não se manifestou sobre as últimas revelações e a ação de Lindbergh no STF. Da mesma forma, a reportagem ainda tenta contato com Luiz Antônio Lopes para obter sua versão dos fatos após a movimentação legal do deputado. O espaço permanece aberto para manifestações de todos os lados envolvidos, enquanto o caso aguarda novos desdobramentos na esfera judicial e política.

Para mais informações sobre o pedido de Lindbergh ao STF, clique aqui.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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