Incêndio devastador em boate de Bangkok provoca 27 mortes e 73 feridos
Um incêndio de grandes proporções atingiu a boate Rong Beer Na Lat Phrao, em Bangkok, na noite de domingo (13/7), resultando na morte de ao menos 27 pessoas e deixando 73 feridos, conforme informações das autoridades locais. O fogo começou pouco antes da meia-noite, em um dos estabelecimentos mais populares da região norte da cidade.
Os bombeiros controlaram as chamas cerca de 30 minutos após o início do incêndio. Imagens divulgadas por equipes de resgate mostram o prédio envolto em chamas e uma densa fumaça saindo da entrada do local.
Entre os feridos, 25 permanecem em estado grave, enquanto 32 pessoas receberam atendimento médico e já tiveram alta. O primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, afirmou que o governo está monitorando a saúde dos sobreviventes.
Athipat “Ice” Wijarn, integrante da banda que se apresentava no momento do incêndio, relatou que as luzes se apagaram antes de a fumaça começar a sair de um circuito elétrico na parede, atrás do palco. “Houve uma explosão e fui atingido na nuca. Senti o calor e a queimadura”, disse ele.
Tragédia semelhante em Bangkok em 2009
O bar está localizado em uma área movimentada de Bangkok, próxima a estações de metrô e centros comerciais. O incêndio é considerado o mais grave na Tailândia desde 2009, quando o Santika Club, também em Bangkok, pegou fogo durante uma festa de Ano-Novo, resultando na morte de 67 pessoas e mais de 200 feridos.
Investigação aponta para curto-circuito
A principal hipótese investigativa sugere que um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado pode ter iniciado o incêndio. A polícia também está avaliando possíveis falhas nas condições de segurança do estabelecimento, incluindo o bloqueio de saídas de emergência e a presença de materiais inflamáveis na decoração.
O chefe da Polícia Nacional da Tailândia, Kittharath Punpetch, informou que muitas vítimas foram encontradas em banheiros sem janelas, próximos a uma das saídas dos fundos, sugerindo que buscaram abrigo para escapar das chamas. A saída pode não ter sido utilizada devido a bloqueios ou à falta de visibilidade causada pela fumaça.
A polícia também está avaliando as condições da rede elétrica do prédio, que tem cerca de 50 anos. A principal linha de investigação considera a possibilidade de negligência.
