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Presidente dos EUA considera Gianni Infantino para liderar Organização das Nações Unidas

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria considerando indicar o atual presidente da FIFA, Gianni Infantino, para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação, que sugere uma movimentação política de alto nível, foi divulgada pelo jornal norte-americano New York Post nesta terça-feira, 21 de julho de 2026. A possível nomeação de um líder do esporte para a principal posição diplomática global representa um desenvolvimento incomum no cenário internacional.

A proximidade entre Trump e Infantino teria se consolidado de maneira significativa durante a Copa do Mundo de 2026, evento realizado nos Estados Unidos. Fontes próximas ao presidente indicam que Infantino teria feito esforços consideráveis para aproximar Trump do torneio. Esse relacionamento culminou, em dezembro de 2025, com a entrega do primeiro Prêmio da Paz da FIFA ao então presidente norte-americano, um gesto que sublinhou a aliança entre os dois líderes.

Relação estreita e a visão de Trump sobre Infantino

A avaliação de Donald Trump sobre Gianni Infantino é de que o presidente da FIFA “é respeitado por todos ao redor do mundo e reconhece que ele tem uma habilidade especial de unir as pessoas”. Essa percepção, atribuída a uma fonte próxima ao presidente ouvida pelo New York Post, fundamentaria a consideração de Trump para uma posição tão estratégica quanto a liderança da ONU. A capacidade de Infantino de navegar no complexo mundo do futebol, unindo diferentes culturas e nações através do esporte, pode ser vista como um trunfo para a diplomacia global.

Apesar da aparente convicção de Trump, ainda não há clareza se Infantino demonstra interesse no posto de secretário-geral da ONU, nem em que profundidade o assunto foi discutido entre eles. O dirigente da FIFA, procurado pelo New York Post, não se manifestou sobre o pedido de comentário enviado por e-mail, mantendo o mistério em torno de sua possível candidatura.

O processo de eleição para secretário-geral da ONU

O cargo de secretário-geral da ONU é um dos mais influentes na política mundial, responsável por liderar a organização em suas missões de paz, desenvolvimento e direitos humanos. O próximo líder será eleito ainda em 2026 para suceder o português António Guterres, cujo mandato se encerra no final de dezembro. O sucessor assumirá oficialmente a função em 1º de janeiro de 2027, enfrentando desafios globais complexos e urgentes.

Para que Gianni Infantino ou qualquer outro candidato seja eleito, é necessário um processo rigoroso. Primeiramente, o candidato precisa conquistar o apoio do Conselho de Segurança da ONU, que é composto por 15 membros. Desses, cinco são permanentes (Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia) e possuem direito a veto, o que confere a eles um poder decisório crucial. Após a recomendação do Conselho de Segurança, a nomeação deve ser confirmada pela Assembleia Geral da ONU, que reúne todos os 193 estados-membros.

A relação de Trump com as instituições globais

A possível indicação de Infantino ocorre em um contexto de críticas persistentes de Donald Trump à atuação da ONU. O ex-presidente tem frequentemente questionado a eficácia da organização na mediação de conflitos globais e na promoção da paz. No ano anterior, Trump chegou a criar um novo Conselho da Paz liderado pelos Estados Unidos, sinalizando sua intenção de redefinir a abordagem norte-americana em relação à governança internacional.

Desde seu retorno à Casa Branca, Trump tem implementado políticas que refletem seu ceticismo em relação a organizações multilaterais. Os Estados Unidos, sob sua administração, reduziram as contribuições financeiras à ONU e se retiraram de diversas agências vinculadas a ela, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a UNESCO e o Conselho de Direitos Humanos da ONU. A nomeação de Infantino, portanto, poderia ser interpretada como uma tentativa de Trump de remodelar a organização de dentro para fora, buscando uma liderança que se alinhe mais com sua visão de política externa e, potencialmente, melhorar a relação dos EUA com a entidade.

Fonte: poder360.com.br

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