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Milei critica ‘lixo socialista’ e ‘risco Lula’ em convenção do PL

O presidente da Argentina, Javier Milei, marcou presença neste sábado (25.jul.2026) na convenção nacional do Partido Liberal (PL) no Brasil, evento que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. Em um discurso carregado de críticas à esquerda, Milei utilizou termos contundentes para descrever o que considera os malefícios do socialismo e do progressismo na região, direcionando ataques específicos ao cenário político brasileiro e ao presidente Lula.

A participação do líder argentino no evento do PL reforça a aliança ideológica entre setores da direita brasileira e o governo argentino, em um momento crucial de pré-campanha eleitoral no Brasil. Suas declarações geraram repercussão imediata, provocando uma resposta formal do Partido dos Trabalhadores (PT). Para mais detalhes sobre o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, acesse aqui.

Ataques à esquerda e ao “risco Lula”

Durante sua fala, Javier Milei não poupou a ideologia socialista, afirmando que ela tem prejudicado a América Latina. Ele introduziu o conceito de “risco Kuka”, em alusão à família Kirchner na Argentina, e traçou um paralelo direto com o Brasil, declarando a existência de um “risco Lula” no país. Essa analogia sublinha sua percepção de ameaças econômicas e políticas associadas a governos de esquerda.

O presidente argentino dirigiu-se diretamente a Flávio Bolsonaro, expressando confiança na capacidade do senador de “deter o lixo socialista”. Milei argumentou que o socialismo do século 21 criou raízes profundas no Brasil, citando o Foro de São Paulo, fundado por Lula da Silva e Fidel Castro, como uma rede transnacional crucial para a disseminação do comunismo no continente.

Em um dos trechos mais incisivos de seu discurso, Milei declarou que “não se surpreendam ao ver que os socialistas sempre estarão ao lado dos ladrões, porque os socialistas são ladrões”. Ele acrescentou que essa visão de mundo não pode tolerar a existência de países governados por ideias de liberdade, pois estes “funcionam como um espelho invertido de suas mentiras”.

Críticas à campanha contra a Argentina e à Justiça brasileira

Milei também abordou as críticas que seu governo tem recebido, apontando o Brasil como a principal origem desses ataques. Ele enfatizou que as críticas não partiram do povo brasileiro, mas sim da “merda progressista socialista”, a quem atribuiu a intenção de silenciar e impor agendas que classificou como “anti-humanas”.

Outro ponto de atrito levantado pelo líder argentino foi a proibição de visitar Jair Bolsonaro, a quem chamou de “grande amigo” e que está em prisão domiciliar. Sem mencionar nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Milei criticou a ordem judicial que o impediu de encontrar o ex-presidente brasileiro.

Ele contrastou essa situação com o período em que Lula esteve preso, recebendo “inúmeras lideranças estrangeiras”, incluindo o “nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernández“. Para Milei, essa disparidade é uma “demonstração clara da injustiça da sua prisão e de seu evidente caráter vingativo”, enviando um “abraço à distância” a Jair Bolsonaro.

A resposta do Partido dos Trabalhadores

Em reação às declarações de Javier Milei, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, divulgou uma nota oficial. O texto ressaltou que o Brasil é um país democrático e soberano, onde o debate de ideias é admitido, especialmente em um contexto de disputa eleitoral.

No entanto, a nota do PT classificou como “inadmissível” que um chefe de Estado estrangeiro se dirija aos poderes constituídos do Brasil em termos desrespeitosos. Edinho Silva afirmou que o comportamento de Milei “não surpreende”, sugerindo que o presidente argentino “não está à altura do cargo que ocupa”.

O comunicado concluiu com uma crítica direta a Milei, sugerindo que ele teria “usado melhor o seu tempo e os recursos dos contribuintes argentinos se tivesse aproveitado o dia de hoje para trabalhar e resolver os problemas do seu país”. O PT finalizou expressando lamento pela Argentina, “país amigo do Brasil e que tem um povo excepcional”.

Fonte: poder360.com.br

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