Uruguai libera importação de frango do Brasil
O Uruguai retomou a compra de produtos avícolas brasileiros de todos os Estados, com exceção da área sob restrição sanitária em Santa Catarina. A decisão foi comunicada na 6ª feira (6.nov.2026), depois que o país reconheceu a regionalização do foco da doença de Newcastle registrado no Estado.
Segundo o Ministério da Agricultura, a medida encerra a última restrição comercial de abrangência nacional contra o setor avícola brasileiro. Com isso, os embargos remanescentes ficam limitados a aproximadamente 15.000 toneladas por mês, o equivalente a 3% das exportações mensais do país, estimadas em 500 mil toneladas.
A área de restrição compreende os municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, em Santa Catarina. Por compromissos internacionais de defesa sanitária, o Brasil mantém suspensas as exportações de produtos provenientes dessas localidades.
O ministério informou que o país conseguiu reverter os embargos nacionais em 19 dias. Na ocorrência anterior, registrada no Rio Grande do Sul em 2024, foram necessários 74 dias para alcançar o mesmo resultado.
Apesar do avanço, 11 países ainda mantêm restrições às importações de produtos avícolas de todo o território catarinense. O governo brasileiro pretende negociar com esses mercados para limitar as barreiras às regiões efetivamente afetadas.
O QUE ACONTECEU EM SANTA CATARINA
O 1º foco da doença de Newcastle foi confirmado em 18 de outubro, em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. A doença é causada por um vírus altamente contagioso entre aves. Depois da identificação, o Ministério da Agricultura declarou emergência zoossanitária em 4 municípios por 60 dias.
Outros 3 focos foram confirmados na região: um em Coronel Freitas, em 24 de outubro, e 2 em Nova Erechim, em 26 de outubro e 3 de novembro. Todos foram identificados dentro da área de restrição sanitária já estabelecida pelas autoridades.
Para conter a disseminação da doença, o governo determinou medidas como a eliminação das aves nas propriedades afetadas, limpeza e desinfecção das instalações e intensificação da vigilância sanitária. Segundo o ministério, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial continua seguro.
